Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam e o lançamento de balões de ar quente.

Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira simbolizava os pelos púbicos femininos.

A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que se generalizaram. Mas, por essa altura, nas Fontainhas, ainda se vendia, na noite de São João, pão com a forma de falo com dois testículos, atestando claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade.

Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício, à meia-noite, lançado do meio do rio Douro em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espetáculo multimédia.

Por toda a cidade do Porto, especialmente nos bairros das Fontainhas, de Miragaia e de Massarelos, são numerosos os arraiais populares.

Nestes arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por comida, em especial, o cabrito assado e, mais recentemente, grelhados de carnes e também sardinhas.

A festa dura até altas horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal, desde a Ribeira até à Foz do Douro, onde terminam a noite na praia, aguardando o nascer do sol.